Carreiras em TI – Teste de Software

Dando continuidade, com os posts sobre as oportunidades na área de TI, estou postanto uma entrevista da minha amiga Edilene que trabalhou comigo na IBM no projeto Santader e atualmente está trabalhando no projeto da ANBID.

Como foi que você conheceu e entrou na área?

Iniciei na área de TI em outubro de 2001, como eu costumo dizer: “Cai de pára-quedas”, pois desde que comecei a trabalhar sempre foi em áreas administrativas. Recebi o convite para trabalhar na Stefanini TI Solutions em Jaguariúna, como Delivery, ou seja, para fazer a interface entre o cliente e a fabrica de software, trabalhando com mainframe, mais especificamente com “Sbama/TSO Changeman/Roscoe”.
Atuei nesta função até novembro de 2003, onde por convite de uma colega de trabalho conheci a empresa Compera, empresa que saiu do “Projeto Encubadora” da Unicamp. Nesta época para testar um sistema de energia, trabalhei como Analista de Teste por 1,5 anos, em seguida integrei o “Grupo da Garantia da Qualidade”. Nesta equipe, participei fortemente da implementação e preparação da área de Mobile Business para obtenção do nível F (equivalente ao nível 2 do CMMI) do MPS-Br. Atuei em qualidade até obtermos a certificação MPS-Br. Em Junho de 2006, a empresa já havia passado por uma fusão se tornando Compera nTime, dessa forma migrei da da área de projetos para área de produtos atuando com o maior produto corporativo da empresa, o Dispara. Nesta área assumi a coordenação do CAS (Central de Atendimento e Suporte) onde exerci a função de Analista de Suporte trabalhando fortemente junto aos clientes na habilitação do serviço, e suporte de segundo nível.
Esta função exigiu um contato intenso com banco de dados (SQL), onde realizava consultas, atualizações e exclusões de registros. No ultimo ano, implementei uma nova ferramenta de controle de chamados, com a reestruturação de toda a central de atendimento para que o cliente pudesse realizar suas solicitações em tempo real e acompanhar seu chamado através de protocolo de atendimento.
Atuei na Compera nTime até Janeiro de 2009. Em Março de 2009, iniciei os trabalhos na IBM Hortolândia, como Analista de Testes para o projeto Santander, onde foi testado a fusão da parte de leasing entre o Real e o Santander. A princípio trabalhei com criação de casos de testes e execuções para a parte Web do sistema que foi construído em ASP, a segunda parte foram os testes Batch (mainframe). Minha participação neste projeto foi até novembro de 2009. Neste mesmo mês, iniciei no projeto STI – ANBID, um sistema de troca de informações entre instituições financeiras, também web, mas que futuramente também teremos testes batch.
Vale lembrar que em outubro de 2009, me certifiquei em ITIL – Information Technology Infrastructure Library, um conjunto de boas práticas a serem aplicadas na infraestrutura, operação e manutenção de serviços de TI. Esta certificação é muito bem vista no mercado de TI e espero colher bons frutos com ela.

Quais são os maiores desafios?

Acredito que o maior desafio é manter-se atual num mercado tão competitivo como o nosso.

Como é a relação entre testes e desenvolvimento?

Desenvolvimento e testes precisam andar juntos sempre, até porque os testes caixa branca 99% são feitos por quem desenvolve. É de extrema importância que a equipe de testes participe desde o início, quando ainda os documentos funcionais estão sendo confeccionados, pois é possível identificar falhas logo nesta fase, mas infelizmente são raras as vezes onde essa prática acontece.

Curiosidade: Qual foi o defeito mais “simples” que você encontrou em um sistema?

Não sei se seria o mais simples, mas acredito que o mais bôbo, foi uma regra onde uma determinada opção da list-box deveria vir como default e isto foi escrito inúmeras vezes na documentação funcional, mas mesmo assim logo no primeiro contato com o sistema, a opção não estava como default e o desenvolvedor ainda disse não saber desta regra! (risos)

Que tipos de testes na sua opinião são mais complicados?

Pela minha experiência, os testes em mainframe são os mais complicados e exigem mais atenção.

Do que você mais gosta da sua profissão?

Gosto da fase de análise de requisitos para desenvolver os casos de testes.

Como você vê o futuro da área?

Sinceramente eu acreditava que a área de qualidade de software estaria mais valorizada hoje em dia, mas acredito que não é possível fazer software sem que haja qualidade, sendo assim a área cresce sim, não como deveria, mas tem futuro.

Dicas para quem está começando.

Ler muito e sempre aperfeiçoar o senso critico e analítico.

Considerações finais/Deixe sua mensagem.

Em qualquer profissão, o mais importante é ter vontade e nunca se acovardar com as mudanças, sendo assim, levo sempre comigo a frase de um filosofo chamado Heráclito (nascido mais ou menos em 550 a.C): “Nada é permanente, exceto a mudança!”

Obrigado Edilene pela colaboração, ficou muito interessante mostrar um pouco sobre a área de testes e saber sobre o defeito mais “simples” que você encontrou! Fica a dica para os desenvolverdores.

Para quem estiver interessado em conversar com ela, podem escrever um e-mail para edilene.dilene@gmail.com

Abraços.

Vinicius Sabadoti

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Sobre Vinicius Sabadoti

Analista de Testes, gamemaníaco, cocólatra, adora escutar música, tocar um pouco de guitarra e fazer boas amizades. Ver todos os artigos de Vinicius Sabadoti

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