Aplicando a Técnica 5W1H no processo de abertura de defeitos

Aplicando a técnica 5W1H em abertura de defeitos.

Semana passada participei de uma pequena reunião com a minha líder do projeto, onde ela apresentou a técnica 5W1H e discutiu sobre o processo de abertura de defeitos. Ela nos apresentou uma técnica que surgiu na área de qualidade que pode ser aproveitada em nosso dia-a-dia e achei interessante compartilhar neste artigo.
Primeiramente vamos ver um pouco sobre a importância de abrir um defeito com qualidade e em seguida sobre a técnica 5W1H e como podemos utilizá-la no processo de abertura de defeitos.

A importância de especificar um defeito com qualidade.

De nada adianta o testador realizar um bom teste e na hora de reportar um defeito para o programador não o fazer com eficiência. O defeito a ser aberto deve ser claro e possuir informações realmente necessárias.
Quando o defeito é objetivo e claro, a equipe ganha tempo e evita desgastes desnecessários, pois o defeito é validado com facilidade pela pessoa responsável e é enviado ao programador que compreende logo o defeito e trabalha na solução.
A maneira da escrita do defeito varia de cada profissional e acaba sendo em minha opinião uma espécie de identidade do testador. Identidade? Sim! Pois ao longo do trabalho o programador/gerente de defeito vai conhecendo o trabalho do testador que ao ler a descrição do defeito sabe quem o reportou.
Por outro lado, mesmo que cada um possua sua “identidade” nos defeitos, existem itens essenciais que não podem faltar na descrição do mesmo e para isso podemos utilizar a técnica 5W1H.

A Técnica 5W1H:

Esta técnica é muito conhecida na área de qualidade, marketing, TI, entre outras. O 5W1H ajuda na investigação do problema e com as informações obtidas com as 6 perguntas básicas, oferece uma respota clara e objetiva. Com esta técnica podemos adaptá-la com o processo de abertura de defeitos.

Ela é composta por seis simples perguntas:

What: O que?
When: Quando?
Who: Quem?
Why: Porque?
Where: Onde?
How: Como?

Agora vamos pensar na visão da abertura de um defeito e fazer estas simples perguntas:

What: Qual?

Qual é o problema que aconteceu no sistema?
O que ocorreu?

Ex: Sistema não realiza a venda do produto.

When: Quando?

Quando isto ocorre?
Quando não ocorre?
Este problema já vinha acontecendo?

Ex: Quando o sistema possui muitos produtos no pedido do cliente.

Who: Quem?

Quem é impactado?

Ex: Usuários que possuem um cadastro recente. Usuários finais, etc.

Why? Porque?

Porque o problema ocorre?
Porque deve ser resolvido logo?

Ex: Este problema ocorreu porque era uma grande quantidade de produtos

Where: Onde?

Onde ocorreu o problema?
Qual link/funcionalidade do sistema que ocorreu?
Qual ambiente/hardware?

Ex: Problema ocorreu no aplicativo móbile de celular.

How? Como?

Como aconteceu?
Como chegou a este problema?

Desta maneira, podemos utilizar estas perguntas para nos auxiliar a compor um defeito, tornando-o claro para o desenvolvedor:

Exemplo prático:

Severidade do defeito: 2

Headline:
Usuário final não efetua compra de uma grande quantidade de produtos através do software para móbile.

Descrição:

1. Acessar o aplicativo InfoLoja do Iphone e realizar o login com os seguintes usuários:
Login: vinisabadoti
Senha: as78dj098k
2. Preencher o carrinho de compras com mais de 5 produtos e fechar o pedido.
3. Informar os dados do pagamento com cartão de crédito e confirmar compra.

Resultado esperado: Sistema exibe mensagem da confirmação do pedido informando o número do pedido para futura consulta.

Resultado obtido: Sistema não confirma a compra e direciona o usuário para página inicial.

Verificar passo nº X da evidência em anexo.

Como no exemplo citado acima, fica muito fácil para a pessoa que irá validar o defeito entender e juntamente com uma evidência em anexo, comprova com imagens que o defeito foi encontrado conforme os passos descritos.
Desta maneira, quando o defeito foi validado e chega ao desenvolvedor, ele poderá entender facilmente o defeito. Claro que não são em todos os defeitos que é possível aplicar todas estas perguntas, porém podemos analisar quais se encaixam para reportá-los com maior qualidade.

Espero que tenham gostado e que esta técnica possa ajudar a vocês de alguma maneira, ajudando assim a fazer um trabalho com qualidade.
Afinal, não adianta exigir qualidade do software que testamos se em nosso próprio dia-a-dia não aplicamos qualidade no serviço em que fazemos.
Gostaria de agradecer a Lyamara Bonvechio pelo conhecimento transmitido e por deixar eu escrever um pouco sobre a técnica e compartilhar ela aqui no blog!

Caso queiram saber mais sobre a técnica, segue abaixo alguns links interessantes:

http://nccur.lib.nccu.edu.tw/bitstream/140.119/35210/7/35602807.pdf
http://www.mindmapinspiration.com/using-5w-1h-as-a-90-10-solution-finder/
http://www.canallmarketing.com/uploads/2/7/7/6/2776543/5w1h.pdf

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Sobre Vinicius Sabadoti

Analista de Testes, gamemaníaco, cocólatra, adora escutar música, tocar um pouco de guitarra e fazer boas amizades. Ver todos os artigos de Vinicius Sabadoti

7 respostas para “Aplicando a Técnica 5W1H no processo de abertura de defeitos

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