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Carreiras em TI – Testador de Jogos

Olá pessoal!

Este é mais um post para falarmos sobre carreira! Vamos falar sobre testes, porém sobre testes em Jogos eletrônicos!

Primeiramente gostaria de agradecer ao Bruno Cicanci do blog Game Developer (http://gamedeveloper.com.br/blog/) por ter me passado o contato de um profissional da área, o que permitiu que eu fizesse a entrevista!

O segundo agradecimento é ao Ronaldo Coimbra que dedicou um tempinho e paciência para responder algumas perguntas.

Atualmente Ronaldo é QA Lead e Preload Content Manager na GLU Mobile do Brasil.

Vamos ao que interessa! Segue abaixo a entrevista:

1. Como você entrou na área de testes de jogos? 

No terceiro semestre da faculdade de Jogos Digitais (Unisinos – São Leopoldo), começei a procurar mais sobre as oportunidades de carreira na área de jogos. Depois de um tempo, você percebe que existem duas grandes portas de entrada: QA (quality assurance – tester) e programação. Apesar da minha faculdade dar ênfase à programação, sempre tive mais interesse em design e acabei optando por entrar como QA mesmo, pra entender mais sobre os jogos e o processo de certificação (aprovação) desses jogos. O que fiz, então, foi avaliar empresas brasileiras que mais se encaixassem com meu perfil e mandei currículos (fui muito seletivo e mandei para umas 4 empresas apenas). Ter um bom portfólio e saber se relacionar e tratar bem outras pessoas faz uma grande diferença na hora de conseguir um emprego. Acabei vindo para São Paulo, onde havia mais ofertas na área e empresas mais bem estruturadas e fui escolhido para trabalhar na GLU Mobile como tester. A empresa chegou a me chamar para ser programador, mas realmente não houve interesse de minha parte.

2. Como é a diferença entre testar um Software e um Jogo? 


O primeiro passo aqui é diferenciar um software comum de um jogo. A primeira diferença é a subjetividade que está presente nos jogos. Você não tem um objetivo bem definido de armazenar e manipular dados (seja um banco de dados ou um programa de arte como photoshop). O objetivo varia com o jogo que deve envolver o usuário psicologicamente ao promover um desafio, geralmente atrelado a uma história e mecânicas de jogo (usabilidade e interatividade) que variam bastante de jogo pra jogo. Então, a primeira diferença é que um teste de jogo não só precisa passar por testes padrões que sejam aplicáveis a qualquer software, mas também por testes subjetivos que são exclusivos de cada jogo pra verificar quão divertido, desafiador e acessível está o jogo.
Outra grande diferença é que jogos são softwares que abrangem uma série de áreas diferentes de conhecimento. Enquanto a maioria dos softwares são especializados em determinadas tarefas, jogos visam um público de massa e equilibram uma série de conhecimentos num só aplicativo: arte, programação, design, música, roteiro, direção, marketing, hardware… Isso significa que o tester precisa ser mais versátil e avaliar o produto sob várias perspectivas. A grosso modo, um software de música precisa agradar músicos. Um jogo precisa agradar músicos, professores, cientistas, crianças, velhos… Enfim, o objetivo é promover lazer para quem tiver interesse.

3. Vocês seguem alguma metodologia para realizar os testes nos jogos? 

Sim. Não posso entrar muito em detalhes porque existem regras de proteção dentro da empresa onde trabalho com relação a isso, mas basicamente, o jogo passa por uma avaliação subjetiva intensa e, quando está aprovado nesse quesito, passa por avaliações padrões de software. Todos os procedimentos são estruturados em planilhas de testes que são constantemente atualizadas usando informações que são coletadas ao longo dos projetos. Existem diversas ferramentas que são utilizadas também, com os mais diferentes objetivos: Ferramenta de distribuição de testes, ferramenta de armazenamento de informações, ferramenta de emulação de software, ferramenta que analisa hardwares (lembrando que minha empresa trabalha com jogos para celulares e por isso precisamos entender cada aparelho – hardwares diferentes – tamanho de tela, memória, processamento, media player, etc).

4. Que tipo de testes são realizados em um jogo? Exemplo: Verificar cores, colisões, etc 

Primeiro, a análise subjetiva analisa diversão, grau de desafio e acessibilidade. Cada jogo tem sua própria metodologia, pois cada jogo é único.
Em segundo, é feita uma análise mais básica de software: instalação, usabilidade/interatividade, aparência, som, interrupção (quando alguém recebe uma ligação no meio do jogo, por exemplo), testes específicos relacionados às especificações dos aparelhos.

Enquanto isso tudo ocorre, a equipe de Marketing está sempre atenta em relação a nichos de mercado, oportunidades e capacidade de vendas. Apesar disso não ser um teste em si, se for determinado que o jogo não vai vender, ele provavelmente vai ser cancelado ou às vezes será deixado “on hold” (em espera), dependendo em que etapa do processo esteja.

5. Para qual plataforma de jogos você prefere realizar os testes? (Mobile, Web, Console, etc). 

Eu particularmente não tenho muita preferência na hora de testar (se o assunto fosse desenvolvimento e não testes, minha opinião seria bem diferente). Cada um tem suas especificidades mas, no fundo, todos acabam sendo interessantes e divertidos. Algo que muda muito de uma plataforma pra outra é a quantidade de testers necessária. Um jogo de console geralmente precisa de vários e vários testers e ainda assim, algumas empresas fazem os chamados “open betas” onde usuários interessados nos jogos podem experimentá-los desde que dêem feedbacks e reportem bugs para a empresa. Mobiles geralmente são jogos mais simples que usam de 2 a 5 testers por jogo. Web… bom, temos empresas que nem tem testers e isso fica por conta dos próprios programadores.
Outra diferença é que, como jogos para consoles são mais demorados e grandes em termos de ambiente e mecânicas, cada tester geralmente fica focado num aspecto específico ou num momento específico do jogo. Já Web e mobile, os testers geralmente passam por todo o jogo. Vale citar que as diferenças entre Consoles e Mobiles vem diminuindo, com lançamentos como Iphone e Android. Jogos mobile estão ficando mais acessíveis, rendendo muito dinheiro e tendo possibilidades de se transformar em big hits, devido à melhoria na tecnologia mobile. Há pouco tempo atrás, jogávamos snake (aquele jogo da cobra que tem que pegar os pontos ou frutas na tela). Hoje, já temos jogos em 3D e com física.

6. Qual é o defeito que vocês mais encontram quando realizam os testes em um jogo? 

Certamente é interrupção. A GLU faz jogos para mais de 400 aparelhos. Fazer um jogo para cada celular seria impossível, então geralmente agrupamos devices parecidos que usam uma “build” em comum. Build é uma versão especial do jogo preparada para funcionar em determinado grupo de aparelhos. Cada celular tem sua forma de manipular eventos no aparelho (como receber uma ligação no meio da execução de um aplicativo), então apesar dessa estratégia de grupos dar bem certo em relação a memória, tamanho de tela, som, etc, acaba deixando a desejar na parte de interrupção.

7. Quais são os requisitos para quem deseja começar a trabalhar na área? 
Essa é a parte boa da história! Você só precisa ter boas características pessoais: Vontade, garra, boa comunicação, pró-atividade, disposição, entre outras. E, claro, existem algumas coisas que são bonus: jogar bastante, ter uma formação na área, saber programar, ter experiência com testes… Acontece muito da empresa estar em busca de novos talentos e convocar pessoas nas próprias universidades e, para medir o potencial dos candidatos, usamos algumas técnicas e dinâmicas em grupo. Muita gente tem medo de dinâmicas de grupo mas, como tester, você precisa no mínimo reportar bugs para os programadores. Saber conversar, dialogar, mostrar sua opinião e aceitar a opinião dos outros é totalmente necessário em uma equipe e ponto final.

Resumindo, funciona da seguinte maneira: Processos, nomes e ferramentas, a empresa ensina. Já educação, pró-atividade, empenho e disposição, a empresa precisa muito, pode ajudar a conseguir, mas não tem como ensinar do zero 😉

Pessoal, espero que vocês tenham gostado assim quanto eu! Aproveito para agradecer novamente ao Bruno e ao Ronaldo!

Abraços!


Carreiras em TI – Testes de Software III

Pessoal estou postando mais uma entrevista com uma profissional na área de testes de software. O que mais gosto destas entrevistas é que cada profissional tem algo diferente e interessante para contar de experiência. Outro motivo é que um dos termos mais pesquisados que aparece no wordpress é este, portanto acho legal compartilhar mais este assunto.

A entrevista é com a Marcelli, minha amiga que trabalhou comigo no projeto do Santander e que me ajudou com os testes em Mainframe.

1. Como você conheceu e se interessou por testes?

Não conhecia a área de testes até entrar na IBM (Fevereiro de 2006). Eu imaginava que as empresas testavam seus produtos (softwares) mas não tinha noção de quão organizado e estruturado eram esses testes. Me interessei rapidamente por esta área, pois envolve muito a parte de análise, requisitos, leitura de documentos, que eram as áreas que já me chamavam atenção.

2. Quais as atividades de um profissional que trabalha nesta área?
São muitas. Resumindo, para um analista de teste:

• Ler, ler, ler e ler os requisitos do sistema. É o documento principal para seus casos de testes. Não assuma nada, tire todas suas dúvidas com o responsável pelo requisito. E leia também qualquer outra documentação do projeto que possa ajudar no entendimento da nova funcionalidade.
• Com base no que você leu, planeje os cenários de teste, pense na pré e pós condição, resultados esperados, dados específicos etc.
• Crie os casos de teste, e escreva o passo a passo. Vale ressaltar que o passo a passo deve ser escrito não só para você, ou seja, todos precisam entender e conseguir seguir o roteiro feito por você.
• Envie seus casos de teste para revisão e aprovação do cliente quando necessário. E analise as alterações sugeridas pelo mesmos.
• Quando o ambiente de teste estiver liberado, inicie a execução. Tire evidência dos passos de seu caso de teste, e quando o resultado obtido for diferente do resultado esperado, reporte este defeito e reteste assim que corrigido.

Paralelo a todos os itens acima, mantenha a ferramenta de testes que você utiliza atualizada com seus resultados.
Bom, acima é só um resumo de algumas das atividades de um analista de teste, porém dentro da área de Teste de uma empresa, temos vários cargos. Por exemplo, se você for um Líder de Testes terá que acompanhar e coordenar as atividades citadas acima, se for um Analista de teste de performance terá outras atividades adicionais etc..

3. Para trabalhar com testes é necessário saber sobre outras áreas?

É necessário ter um conhecimento de Lógica, raciocínio lógico para criar as situações de teste necessárias, e dependendo da aplicação que você for testar é necessário alguns skills específicos, como por exemplo: Mainframe, SQL etc.

4. Qual foi o defeito mais difícil que você encontrou?

Não me lembro de um em específico, mas defeitos que envolvem processamento batch, jobs em geral que passam dados de um sistema para o outro etc.

5. Alguma vez alguém já falou para você que testar não é preciso?

Os desenvolvedores hahahaha. Brincadeira, nunca ouvi isso diretamente, mas várias vezes já ouvi dos desenvolvedores: “Eu já testei e está tuuuudoo certo”.

6. Quais são os tipos de testes mais complicados?

Mainframe – batch, que eu já testei…mais complicado pois sempre envolve problemas de acesso, precisa ter um skill específico para acessar os diretórios etc. Performance parece ser complicado também, mas não conheço.

7. Dicas para quem está começando (materiais/links/etc).

Fazer um curso de inglês pois a maioria das empresas colocam como pré requisito;
– Para aprender sobre testes o livro BASE DE CONHECIMENTO EM TESTE DE SOFTWARE é muito bom;
– Ter concentração, pois precisamos ler vários documentos, e ter um bom raciocício lógico;
– Estudar algumas ferramentas de teste (Rational por exemplo) pode ser um diferencial;
– Fiz um estudo para minha monografia sobre Testes, especificamente sobre MAPEAR CASOS DE USO EM CASOS DE TESTE, quem tiver interesse sobre o assunto pode me contactar.

Obrigado Marcelli pela colaboração! Muito boa a descrição da atividade de um analista de testes, com certeza dá uma boa idéia sobre o papel deste profissional.

Para quem tiver o interesse em ver a monografia dela ou quer alguma ajuda, pode entrar em contato que ela irá responder com todo prazer: marcellitb@hotmail.com

Abraços a todos.

Vinicius Sabadoti


Dicas – Criando um CV

Criar um curriculum parece ser fácil, porém há muitas questões. O que realmente devo colocar, como deve ser o modelo, quantas páginas, etc. Estas são algumas das várias dúvidas que muitas pessoas possuem quando vão criar um.

Gostaria de compartilhar com vocês um video do consultor de carreiras Max Gehringer que dá dicas de como montar um Curriculum Campeão.

Gostou do vídeo? Precisa acertar o CV? Então mãos à obra e boa sorte na procura de oportunidades!

Abraços.

Vinicius Sabadoti


Carreiras em TI – Teste de Software II

Dando continuidade nos posts de carreiras em TI, estou publicando uma outra entrevista interessante na área de testes. A entrevistada é a Daniela Marques e ela foi Team Leader do projeto em que participamos do banco Santander.

Como foi que você conheceu e entrou na área?

Durante meu mestrado gostei da área de qualidade do software, a partir deste momento comecei a procurar empregos na área de qualidade. Testes foi a primeira oportunidade que tive na área de qualidade e por esse motivo entrei na  área.

Quais são os maiores desafios?

Entender os requisitos que nem sempre são bem definidos e após esse entendimento atingir o prazo para garantia de qualidade.

Como é a relação entre testes e desenvolvimento?

Deve ser uma relação de trabalho em equipe pois a equipe de testes é contratada para garantir a qualidade do trabalho dos desenvolvedores. Se não for uma relação sadia é difícil conseguir resolver todos os problemas existentes e atingir a meta estabelecida nos projetos.

Curiosidade: Qual foi o defeito mais “simples” que você encontrou em um sistema?

Defeitos de escrita/layout.

Que tipos de testes na sua opinião são mais complicados?

Funcionais e perfomance.

Do que você mais gosta da sua profissão?

Encontrar defeitos difíceis que são verificados somente em determinadas ocasiões. Gosto dos defeitos que exigem mais raciocínio para encontrá-los.

Como você vê o futuro da area?

É sempre uma área promissora, mas que pode ser absorvida pelo treinamento de desenvolvedores em testes e garantia de qualidade.

Dicas para quem está começando.

Manter um raciocínio lógico e entender o negócio que está  sendo testado, desta maneira é  muito mais simples imaginar os cenários para testes.

Obrigado Dani pela entrevista, realmente os defeitos mais difíceis para serem encontrados são muito interessantes e valem a pena! Não podemos deixar passar nada!

Abraços

Vinicius Sabadoti.


Testes de SW – Profissional na área de testes de software

Pessoal estou preparando meus posts sobre testes. Primeiramente gostaria de deixar claro que quero começar sobre o básico e ir evoluindo com os artigos. A minha inteção é divulgar a área e ajudar com os artigos as pessoas que estão iniciando na área.

Nós podemos encontrar muitos conteúdos sobre testes na internet, porém não acho que é tão simples assim para uma pessoa começar com testes como alguém que deseja trabalhar com desenvolvimento, por exemplo, onde encontra milhares de tutoriais, dicas, etc.

Espero que vocês possam aprender bastante com os artigos e fiquem a vontade para opinarem. Vamos inicialmente começar pelas atividades do profissional de testes.

Muitas vezes uma pessoa que não possui tanto o conheciemnto com testes, ao escutar falar sobre teste de software imagina somente uma pessoa responsável que testa o sistema simplesmente. Muito pelo contrário, são muitas as atividades na área e elas estão divididas, onde possuem hierarquias e funções:

Testador: Muitas vezes, esta é a primeira oportunidade para o profissional que entra na área, caso não inicie como Analista de Testes. O Testador executa o Script de Teste (Passo a passo de como testar), coletando as devidas evidências e caso encontre algum defeito deve informar o defeito encontrado com o processo de abertura de defeito. Criar relatórios e enviar reports diários também são atividades do testador.

Automatizador de Testes: o automatizador é o responsável a criar Scripts de Testes automatizados, sendo assim uma vez o script criado e autmoatizado, o teste é executado por um programa. A vantagem de testes automatizados é a redução de tempo para executar um teste que poderia ser feito manualmente pelo profissional. Uma outra grande vantagem é a de poder reduzir o erro na hora da execução, pois um teste massante, cansativo pode induzir o Testador a errar.

É preciso tomar muito cuidado com os testes automatizados, porém se na criação o script foi criado incorretamente, o teste não sairá conforme o esperado.

Analista de Testes: É o profissional que elabora o Script de teste e em muitos casos ele também realiza a execução do mesmo.

Engenheiro Arquiteto de Teste: Profissional responsável na criação do ambiente de testes e execução de testes não funcionais* (veremos no próximo artigo alguns tipos de teste).

Gerente de Defeitos: O gerente de defeitos deve validar os defeitos abertos, verificando se realmente o defeito que o Tester abriu é válido ou não, geralmente o líder de testes faz esta função também.

Líder de Testes: o líder gerencia e ajuda a equipe, ele possui mais contato com o gerente do projeto, coleta as métricas de testes, estipula metas e prazos.

*exemplo de testes não funcionais: testes de caixa-branca que são testes que validam o código do sistema.


Pessoal – Último dia no projeto do banco Santander

Hoje é meu último dia no projeto do banco Santander, projeto em que comecei a participar em março de 2009 e quase chegou a completar um ano!

Com certeza, este projeto foi muito especial a mim por vários motivos. Um projeto que me deu uma grande experiência, oportunidade de entender o processo de um projeto, ver as documentações funcionais do sistema, entender o processo de um sistema de Leasing e sobre o funcionamento do banco, skills de Mainframe e claro: aprender a fazer testes! Seja do início, da criação de Casos de Testes, Execução dos testes em ambientes Web/Mainframe e abertura de defeitos.

Outra coisa que não posso deixar de mencionar são as pessoas que estiveram comigo e tiveram a paciência para me ensinar.

Sem dúvida a nossa equipe de testes foi ótima! Soubemos lidar com os altos e baixos e colhemos o fruto de poder dizer na maioria dos GAPS (Módulos do Sistema assim chamados pelo Santander) que estavam com 0% de erro em homologação! O que significa que pegamos os defeitos.

Agradeço muito ao Felipe pela oportunidade que me deu para entrar no projeto e as dicas iniciais.

A Edilene que acreditou em mim e me deu muita força nas horas em que fiquei um pouco pra baixo, quando errei na criação de alguns casos de testes e me ensinou a fazer os TC´s detalhados! Uma grande companheira.

A Daniela Marques que teve uma grande paciência comigo para ensinar e pela confiança em mim! Pode ter certeza que aquele simples e-mail com dicas que você me enviou com sugestões para criação de TC´s foram muito valiosas! Sem dúvida em sua carreira gerencial que você deseja, você vai se sair muito bem.

A Marcelli que me ensinou sobre mainframe e me ajudou a entender as documentações funcionais da conversão para poder escrever os Casos de testes. Agora posso colocar que possuo conhecimentos em Mainframe no CV!

O Carlos que muitas vezes achamos que ele estava louco falando sozinho na tela do Mainframe (risos).

Ao Isaias o nosso amigo metaleiro e dançarino (risos novamente).

E também a Cinthia e ao Caio, que infelizmente não pude ter muito contato pelo motivo de estarem em São Paulo, pois fico na IBM de Hortolândia, mas não deixam de fazer parte da equipe!

Claro que não foram somente estas participações e infelizmente não tenho como citar toda a ajuda que recebi de todos, pois infelizmente não vai caber tudo aqui, mas com certeza vocês sabem o valor e a importância para mim.

Infelizmente o projeto um dia tem que chegar ao fim, mas o legal de tudo isso que começa uma grande amizade e cabe somente a nós continuarmos com ela!

Espero que um dia possa voltar a trabalhar junto com vocês e desejo muito sucesso a todos nesta nova jornada!

Agora, só nos resta a lembrança.

Abraços e até a próxima.

Vinicius Sabadoti.


Carreiras em TI – Teste de Software

Dando continuidade, com os posts sobre as oportunidades na área de TI, estou postanto uma entrevista da minha amiga Edilene que trabalhou comigo na IBM no projeto Santader e atualmente está trabalhando no projeto da ANBID.

Como foi que você conheceu e entrou na área?

Iniciei na área de TI em outubro de 2001, como eu costumo dizer: “Cai de pára-quedas”, pois desde que comecei a trabalhar sempre foi em áreas administrativas. Recebi o convite para trabalhar na Stefanini TI Solutions em Jaguariúna, como Delivery, ou seja, para fazer a interface entre o cliente e a fabrica de software, trabalhando com mainframe, mais especificamente com “Sbama/TSO Changeman/Roscoe”.
Atuei nesta função até novembro de 2003, onde por convite de uma colega de trabalho conheci a empresa Compera, empresa que saiu do “Projeto Encubadora” da Unicamp. Nesta época para testar um sistema de energia, trabalhei como Analista de Teste por 1,5 anos, em seguida integrei o “Grupo da Garantia da Qualidade”. Nesta equipe, participei fortemente da implementação e preparação da área de Mobile Business para obtenção do nível F (equivalente ao nível 2 do CMMI) do MPS-Br. Atuei em qualidade até obtermos a certificação MPS-Br. Em Junho de 2006, a empresa já havia passado por uma fusão se tornando Compera nTime, dessa forma migrei da da área de projetos para área de produtos atuando com o maior produto corporativo da empresa, o Dispara. Nesta área assumi a coordenação do CAS (Central de Atendimento e Suporte) onde exerci a função de Analista de Suporte trabalhando fortemente junto aos clientes na habilitação do serviço, e suporte de segundo nível.
Esta função exigiu um contato intenso com banco de dados (SQL), onde realizava consultas, atualizações e exclusões de registros. No ultimo ano, implementei uma nova ferramenta de controle de chamados, com a reestruturação de toda a central de atendimento para que o cliente pudesse realizar suas solicitações em tempo real e acompanhar seu chamado através de protocolo de atendimento.
Atuei na Compera nTime até Janeiro de 2009. Em Março de 2009, iniciei os trabalhos na IBM Hortolândia, como Analista de Testes para o projeto Santander, onde foi testado a fusão da parte de leasing entre o Real e o Santander. A princípio trabalhei com criação de casos de testes e execuções para a parte Web do sistema que foi construído em ASP, a segunda parte foram os testes Batch (mainframe). Minha participação neste projeto foi até novembro de 2009. Neste mesmo mês, iniciei no projeto STI – ANBID, um sistema de troca de informações entre instituições financeiras, também web, mas que futuramente também teremos testes batch.
Vale lembrar que em outubro de 2009, me certifiquei em ITIL – Information Technology Infrastructure Library, um conjunto de boas práticas a serem aplicadas na infraestrutura, operação e manutenção de serviços de TI. Esta certificação é muito bem vista no mercado de TI e espero colher bons frutos com ela.

Quais são os maiores desafios?

Acredito que o maior desafio é manter-se atual num mercado tão competitivo como o nosso.

Como é a relação entre testes e desenvolvimento?

Desenvolvimento e testes precisam andar juntos sempre, até porque os testes caixa branca 99% são feitos por quem desenvolve. É de extrema importância que a equipe de testes participe desde o início, quando ainda os documentos funcionais estão sendo confeccionados, pois é possível identificar falhas logo nesta fase, mas infelizmente são raras as vezes onde essa prática acontece.

Curiosidade: Qual foi o defeito mais “simples” que você encontrou em um sistema?

Não sei se seria o mais simples, mas acredito que o mais bôbo, foi uma regra onde uma determinada opção da list-box deveria vir como default e isto foi escrito inúmeras vezes na documentação funcional, mas mesmo assim logo no primeiro contato com o sistema, a opção não estava como default e o desenvolvedor ainda disse não saber desta regra! (risos)

Que tipos de testes na sua opinião são mais complicados?

Pela minha experiência, os testes em mainframe são os mais complicados e exigem mais atenção.

Do que você mais gosta da sua profissão?

Gosto da fase de análise de requisitos para desenvolver os casos de testes.

Como você vê o futuro da área?

Sinceramente eu acreditava que a área de qualidade de software estaria mais valorizada hoje em dia, mas acredito que não é possível fazer software sem que haja qualidade, sendo assim a área cresce sim, não como deveria, mas tem futuro.

Dicas para quem está começando.

Ler muito e sempre aperfeiçoar o senso critico e analítico.

Considerações finais/Deixe sua mensagem.

Em qualquer profissão, o mais importante é ter vontade e nunca se acovardar com as mudanças, sendo assim, levo sempre comigo a frase de um filosofo chamado Heráclito (nascido mais ou menos em 550 a.C): “Nada é permanente, exceto a mudança!”

Obrigado Edilene pela colaboração, ficou muito interessante mostrar um pouco sobre a área de testes e saber sobre o defeito mais “simples” que você encontrou! Fica a dica para os desenvolverdores.

Para quem estiver interessado em conversar com ela, podem escrever um e-mail para edilene.dilene@gmail.com

Abraços.

Vinicius Sabadoti